segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Programação de Dezembro

Cronicamente Viável - Uma Reflexão Sobre a Crônica no Brasil
Dias: 04 de dezembro
Horário: às 19h30
Auditório: José Maria Santos
Ingressos: Entrada Franca
Postos de Venda: O singressos serão retirados na bilheteria do Teatro com uma hora de antecedência do inicio do evento.
Classificação: Livre

Cronicamente viável traz ao palco dois grandes escritores, Mario Prata e Miguel Sanches Neto, que farão uma reflexão sobre a Crônica no Brasil. Esse encontro faz parte das comemorações dos 200 anos do Banco do Brasil, que através de seus projetos leva programações de diversas áreas culturais a todas as regiões do país.
O debate tem por objetivo discutir a crônica brasileira em suas especificidade e características nacionais e regionais, colocando em contato autores de repercussão, jornalistas e escritores mais atentos à produção de suas regiões. A mediação é do jornalista Rogério Pereira, do jornal “Rascunho”, especializado em literatura. O projeto tem curadoria da jornalista Beatriz Carolina Gonçalves.

Sobre os autores
Mário Prata, mineiro de Uberaba, trabalhou como jornalista em vários jornais entre eles Pasquim, Folha de São Paulo e O Estado de S. Paulo. Como escritor publicou os livros: “O Homem que Soltava Pum”, “O Morto que Morreu de Rir”; “Schifaizfavoire -- Dicionário de Português”, “Filho é Bom, mas Dura Muito”, “Mas será o Benedito?”, “Diário de um Magro” e “Minhas Vidas Passadas (A Limpo)”. Como dramaturgo, escreveu as peças: “Bésame Mucho”, “Cordão Umbilical”, “Fábrica de Chocolate” e, para a TV, as novelas: “Estúpido Cupido”, “Helena e Dinheiro Vivo”.

Miguel Sanches Neto, nascido em Bela Vista do Paraíso e criado em Peabiru, no Paraná, é doutor em literatura pela Unicamp/Campinas e crítico em diversas publicações. É autor dos ensaios Biblioteca Trevisan e Entre dois tempos. Em poesia, publicou “Inscrições a Giz e Abandono”. Em ficção, o romance “Chove sobre minha infância”, “Um amor anarquista” (2005) e “A Primeira Mulher” (2008).

Volta ao Dia...
Dias: De 05 à 14 de dezembro
Horário: Sexta e sábado às 21h e domingo às 20h
Auditório: José Maria Santos
Ingressos: R$15,00
Postos de Venda: Bilheteria do Teatro, Livrarias Curitiba (Shopping Estação) e Internet.
Data de Início das Vendas: Informações: 3304-7982
Classificação: 14 anos

“Volta ao dia...” é um projeto que começou a ser idealizado por Marcio Abreu em 1999, época em que dirigiu junto ao Grupo Resistência de Teatro o espetáculo “Adeus, Robinson!”, baseado em um roteiro radiofônico do autor Julio Cortázar. Nesse período, iniciou uma pesquisa informal sobre a obra do referido autor argentino e que resulta agora num espetáculo com dramaturgia própria, mas com forte influência de seu universo literário.
“ Volta ao dia...” é uma peça de teatro que teve um processo criativo dinâmico, com foco de atenção no trabalho do ator e em exercícios de composição dramaturgica. Duas atrizes (Maureen Miranda e Christiane de Macedo), dirigidas por Marcio Abreu, dividem o palco durante todo o tempo do espetáculo.
“Volta ao dia...” trata-se de um discurso não linear, de um fluxo racional de pensamento, entrecortado por imagens, atitudes cotidianas e sentimentos que apontam na direção das incertezas e contradições de duas mulheres que não se conhecem e que se encontram casualmente num apartamento onde nunca haviam estado antes. Através de uma narrativa fragmentada, abordam questionamentos como a busca do mundo ideal, a viagem, a busca de si mesmo, a dúvida entre ir ou ficar. Inspirados pela obra libertária de Julio Cortázar, que não deixa de apresentar reflexões críticas, bem humoradas e inusitadas do comportamento cotidiano.
“Volta ao dia...” é um jogo, são várias histórias, imagens, fragmentos de histórias, depoimentos e humores que relacionam-se numa estrutura composta por elementos de diferentes origens: o discurso dramático tradicional, as ações sem texto, a música, o cinema e a literatura.

Ficha Técnica:
Direção e Dramaturgia: Marcio Abreu
Elenco: Christiane de Macedo,
Maureen Miranda
Cenário e Figurino: Teca Fichinski
Música Original: Otávio Camargo
Iluminação: Nadja Naira
Criação e Realização: Companhia Brasileira de Teatro

Desconto de 50% para portadores do Cartão Teatro Guaíra.

Cia Eliane Fetzer apresenta "UM CORPO EM ASTOR PIAZZOLLA"
Dias: 10 de dezembro
Horário: às 21h
Auditório: José Maria Santos
Ingressos: R$5,00
Postos de Venda: Bilheteria do Teatro e Livrarias Curitiba (Shopping Estação).
Data de Início das Vendas: Informações 3304-7982
Classificação: Livre

domingo, 2 de novembro de 2008

Programação de Novembro

Balé Teatro Guaíra apresenta Atelier Coreográfico 2ª Edição

Dias: 30 de Outubro à 02 de novembro, quinta a sábado às 20h30, domingos às 18h, no Teatro José Maria Santos.

Ingressos: R$10,00 - Desconto de 50% para portadores do Cartão Teatro Guaíra.

Postos de Venda: Bilheteria do Teatro, Livrarias Curitiba (Shopping Estação) e Internet.

Classificação: Livre

Novas propostas coreográficas, opções diferentes do ponto de vista musical e concepções inéditas de cenários e figurinos são os elementos que compõem o Atelier Coreográfico. De maneira semelhante ao que acontece no campo das artes plásticas – com seus salões periódicos, mostras de novos artistas e outros eventos semelhantes - diversas propostas coreográficas são apresentadas pelos bailarinos integrantes da companhia para compor um espetáculo que se constitui num mosaico dessas idéias. A atual edição apresenta nove novos trabalhos dos integrantes do Balé Teatro Guaíra.
Todas as funções necessárias à montagem dos trabalhos são exercidas também por bailarinos, que se transformam em cenógrafos, figurinistas, coreógrafos, diretores musicais, diretores de palco, produtores, divulgadores, projetistas gráficos e realizam outras tarefas necessárias ao desenvolvimento das produções, o que cria de maneira efetiva oportunidades do conhecimento de práticas diversas que não só as inerentes ao ato de dançar, permitindo-lhes assim a continuidade da carreira, mesmo após o encerramento das atividades como bailarino.
A introdução do Atelier Coreográfico na programação anual do Balé Teatro Guaíra, se deu em 1980 com Carlos Trincheiras, então Diretor da companhia. Sua última edição ocorreu em 1998. A atual Diretora do Balé Teatro Guaíra, Carla Reinecke, resolveu retomar a idéia, diante dos resultados efetivos que a mesma apresentou nos períodos em que foi desenvolvida, haja vista o grupo significativo de bailarinos integrantes das formações anteriores do BTG que hoje exercem as mais diversas funções ligadas à dança, junto ao BTG, ao Guaíra 2 e à Escola de Dança do Teatro Guaíra, bem como a outras instituições.
A atual edição do Atelier Coreográfico apresenta nove novos trabalhos criados e apresentados pelo corpo de bailarinos profissionais do BTG.

As Coreografias

Koitxagnaré
Koitxagnaré na língua dos índios Suruís (Rondônia) quer dizer: " vou comer você".

Apreciando-se a virtude do outro através da carne, reconhecia-se a humanidade e o valor do inimigo; o devorado renascia em seu semelhante, caracterizando um “ritual antropofágico.”
Nessa montagem nos inspiramos em uma antropofagia simbólica para falarmos das várias formas que o se humano se devora, se consome, e a necessidade que isso acontece para que as cadeias alimentares ou ritos da existência humana sobrevivam.
“Tomai e comei, este é o meu corpo...”

Coreógrafo: Rodrigo Mello
Música: Brasilian Vibe/ Kay/ Mawaca
Figurino, cenário e iluminação: Rodrigo Mello e Marcio Pimentel
Elenco: Alessandra Lange, Juliana Rodrigues, Juliane Englhardt, Luciana Voloxki, Mari Paula, Nina Monteiro, Patrícia Machado, André Neri, Carlos Matos, David Caldas, Diego Mejia, Igor Vieira, Manuel Gomes e Robson Schmoeller.

Petit Coeur
Muito mais que seu punho.

Coreógrafo: Robson Schmoeller
Música: Love Affer Ennio Morricone
Figurino, cenário e iluminação: Robson Schmoeller
Ensaiador: Ian Mickiewicz
Elenco: Robson Schmoeller.

Pulse
Um estudo sobre velocidade. Tentativa de tornar possível o que é rápido em lento e vice-versa. Vivemos um tempo na era da urgência onde tempo e velocidade são elementos fundamentais de nossa existência.

Coreógrafo: Airton Rodrigues
Música: Jhonta Austin
Figurino, cenário e iluminação: Airton Rodrigues
Ensaiador: Daniel Siqueira
Elenco: Airton Rodrigues e Patrícia Machado.

Laura Power Conceição
Uma discussão sobre a máscara, a identidade e o personagem situados num corpo. Um livre exercício bem humorado que mostra como as pressões da sociedade e da cultura engendra a identidade e os limites do indivíduo.

Coreógrafo: Cláudio Fontan
Música: Colagem musical (Lúcio Alves e Cyro Monteiro)
Figurino: Soraya Felício e Cláudio Fontan
Cenário: Cláudio Fontan
Iluminação: Daniel Siqueira e Cláudio Fontan
Ensaiador: Daniel Siqueira
Elenco: Alex Cajé e Juliane Englhardt.

Eureka
Eureka é a oportunidade de saciar uma curiosidade pessoal em ver outros corpos interpretando movimentos que vem de estímulos naturais e espontâneos de um corpo original. São movimentos breves. clickis, insights, estalos, conjugando movimento e musica em uma mesma idéia: a descoberta.

Coreógrafo: Diego Mejia
Música: Colagem musical
Figurino e cenário: Diego Mejia
Elenco: Juliane Englhardt, Patrícia Machado, Nina Monteiro e André Neri.

Entre 2
A natureza humana, desde os primórdios da existência luta com a dualidade inerente a ela: agir pela razão ou pela emoção? Como viver afinal, entre a razão e a emoção, sem que nosso interior seja o grande palco de um duelo sentimental entre essas duas guerreiras da alma, que confudem nossos sentidos e brincam com o tempo, criam e matam esperanças, desafiam a felicidade, julgam, absovem e condenam tantos outros sentimentos? Entre dois divide-se a alma e cada parte corre num círculo eterno sem nunca se tocar, apenas vislumbrando a outra, tentando se fundir, se completar.

Coreógrafo: Igor Vieira
Música: Metamorphoses two Philipe Glass
Figurino e iluminação: Igor Vieira
Elenco: Luciana Voloxki e Manuel Gomes.

Dois a dois
Dançar - executar só ou em conjunto com uma ou mais pessoas uma sucessão rítmica de passos e movimentos do corpo comumente ao compasso de música.
Mover-se ligeira e rapidamente para cima e para baixo ou ao redor.
Saltar, saltitar, girar sobre uma superfície, sobre a água ou ar. (Michaellis)

Coreógrafo: Jorge Schneider
Música: Time after time (Flying Pickets)
Figurino: criação coletiva
Iluminação: Cleverson Cavalheiro
Elenco: Soraya Felício, Simone Bönisch, Jorge Schneider e Ricardo Garanhani.

Vulto
Fração de algo que há um tempo consistente; material presente, agora apenas uma sensação. Um sentimento que perdura de um tempo passado, de algo que havíamos desejado.

Coreógrafo: Rodrigo Mello
Música: Drumming by Number
Figurino, cenário e iluminação: Rodrigo Mello
Elenco: Eleonora Greca e Rodrigo Mello.

Um olhar para o deserto
Obra coreográfica embasada na técnica do Jazz Dance.

Coreógrafo: Robson Schmoeller
Música: Colagem musical
Figurino, cenário e iluminação : Robson Schmoeller
Elenco: Daiane Camargo, Déborah Chibiaque, Luciana Voloxki, Nina Monteiro, Igor Vieira, Manuel Gomes e Eraldo Alves.


Contos Proibidos de Antropofocus

Dias: 07 à 30 de novembro, sextas e sábados às 21h domingos às 20h, no Teatro José Maria Santos

Ingressos: R$20,00, R$15,00 (bônus) e R$ 10,00 (meia-entrada)

Postos de Venda: Bilheteria do Teatro, Livrarias Curitiba (Shopping Estação) e Internet.

Classificação: Livre

Desconto de 50% para portadores do Cartão Teatro Guaíra e Clube do Assinante Gazeta do Povo.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Programação de Outubro

Cordas e Cordas - Paidéia Escola de Música

Dias: 04 de Outubro às 19h, no Teatro José Maria Santos.
Link
Ingressos:
R$6,00 (inteira), R$3,00 (meia-entrada e compra antecipada na escola)

Postos de Venda: Bilheteria do Teatro, Livrarias Curitiba (Shopping Estação) e Paidéia Escola de Música.

Classificação: Livre

Das cordas das guitarras e contrabaixos às cordas vocais, o show "Cordas & cordas" inclui músicas instrumentais apresentadas pelos alunos de guitarra, contrabaixo e bateria, e também música vocal dos alunos de canto e do grupo Curitibôcas.
O repertório da parte instrumental inclui obras musicais de grandes guitarristas como Frank Gambale, Joe Satriani, Tony Macalpine, entre outros.
Já os alunos de canto, apresentarão alguns clássicos da MPB, como Djavan, Gilberto Gil, Luiz Gonzaga, Dorival Caymmi, além de obras da nova geração da MPB, como Vanessa da Mata e Pedro Luís.
A banda é composta pelos alunos e professores da Paidéia, entre eles os guitarristas Pedro Gaiad, Samuel Strapasson, Pedro Bom Peixe, Érico Klein, João Andrigueto, Pedro Tonhozi e Kalil Curi, acompanhados Karine Kawamura (bateria) e Corine Iwamura (baixo).
Os alunos de canto serão acompanhados pelos professores Toni Antoniacomi (bateria), Jonas Cella (contrabaixo) e Edcea Godinho (piano). Entre os cantores os alunos Ricardo Morris, Bruna Luchesi e Sidney Basílio.
Para finalizar o espetáculo a participação mais do que especial do Vocal Curitibôcas apresentando parte do seu novo repertório: Saudade mata gente (Antonio Almeida e João de Barro), Marambaia (Henricão e Rubens Campos), Urubu Malandro (Louro e João de Barro) e Maria Boa (Assis Valente). O Vocal Curitibôcas é dirigido por Dirceu Saggin e André Dietrich (reg. auxiliar). A coordenação da banda dos alunos é do professor Elinton Lemes e os alunos de canto estão sob a coordenação da professora Edcea Godinho.
Vale a pena conferir!!

Desconto de 50% para portadores do Cartão Teatro Guaíra.

II Simpósio Acadêmico de Violão EMBAP - Waltel Branco e amigos

Dias: 07 à 11 de Outubro, às 20h30, no Teatro José Maria Santos.

Ingressos: Entrada Franca

Classificação: Livre

O simpósio acontecerá em vários locais. Maiores informações com: (Mário da Silva – 9901-7470), Josemar Vidal – 8415-6945 e Roberto Froes – 9674-7740.
Waltel Branco:
Nascido no dia do músico, dia 22 de novembro, de 1929, Waltel é um dos mais respeitados artistas brasileiros. Homenageado e premiado em todo mundo, é hoje considerado compositor, revolucionário da MPB, um dos criadores da Bossa Nova, precursor do Jazz-Samba, Acid-Jazz, Lounge e do Fusion. Fez trabalhos com Henry Mancini, Gilberto Gil, Nat King Cole, Elis Regina, João Gilberto, Quincy Jones, Dizzy Gillespie, João Donato e Baden Powel, entre outros.
Já lançou mais de 20 discos, cultuados pelas experimentações e virtuosismo. Trabalha com diversos estilos musicais. Foi arranjador musical das trilhas de novelas e vinhetas TV Globo.
De família de músicos, iniciou sua formação musical em Curitiba, aos 12 anos. Alguns anos mais tarde, no Seminário Franciscano, aprendeu a tocar órgão e harpa. Em 1949, um ano antes de ser ordenado padre, deixou o seminário e naquele mesmo ano seguiu para Cuba acompanhando a cantora Lia Ray como arranjador, diretor musical e violonista do conjunto. Em Cuba, teve a oportunidade de tocar com Perez Prado, Mongo Santamaria e Chico O’Farrel. Um ano depois, mudou-se para os Estados Unidos.
Em Nova York, apresentou-se várias vezes com Laurindo de Almeida; gravou com Franco Rosolino, Charles Mariano, Sam Noto, Mel Lewis e Max Bennet. Em 1960, participou do Newport Jazz Festival, com Bud Shank. De volta ao Brasil, estabeleceu-se no Rio de Janeiro no começo da década de 60.
Com uma carreira consagrada nos EUA, Waltel era sempre requisitado quando apareciam turnês com músicos internacionais. Assim, tocou ao lado de Dizzy Gillespie, Freddy Cole e rodou o país como violonista e arranjador de Johnny Mathis. Em Roma, apresentou-se com Dorival e Nana Caymmi, além de João Gilberto. Na Espanha, participou do Festival da OTIS acompanhando Maria Creuza e estudou técnica instrumental com um dos maiores violonistas do mundo, espanhol Andres Segovia, que lhe rendeu uma citação na Enciclopédia Delta Larousse (1973), como discípulo de Segovia, igualando-lhe ao mestre.

Comemoração dos 5 anos do grupo Dança Masculina Jair Moraes

Dias: 23 a 25 de Outubro, às 21h, no Teatro José Maria Santos.

Ingressos: R$10,00

Postos de Venda: Bilheteria do Teatro e Livrarias Curitiba (Shopping Estação).

Classificação: Livre

Mas as criações coreográficas não se fixam somente no clássico e contemporâneo, vai além, explora toda a versatilidade e o ritmo do brasileiro, intensificando a diversidade de sua cultura.

Hoje a Cia. de Dança Masculina Jair Moraes é uma companhia independente. Tem atuado em parceria com o Centro Cultural Teatro Guaíra, onde Jair Moraes é o maïtre da companhia principal. É um dos artistas mais conhecidos e consagrados do Balé Teatro Guaíra, do qual foi primeiro bailarino, durante longo período, e se apresentou em papéis importantes dos espetáculos da companhia, apresentados em diversas cidades brasileiras e no exterior; foi o idealizador da companhia. Ainda nos anos 80, a pedido de Carlos Trincheiras, então Diretor do Balé Teatro Guaíra, o bailarino já havia ministrado um “Curso de Formação Acelerada para Rapazes” para suprir as necessidades da companhia. Por solicitação da Escola de Dança Teatro Guaíra, Jair iniciou um trabalho com um grupo de rapazes. As atividades foram iniciadas em agosto de 2003, com doze integrantes, e no curto espaço de um mês o grupo já se apresentava em público. Inicialmente as atividades da dança masculina eram ligadas à Escola de Dança Teatro Guaíra. Posteriormente, por questões técnicas e problemas de localização da Escola, parte do grupo transferiu as atividades para o Teatro Guaíra. O trabalho, que prima pela qualidade técnica na formação, tem se desenvolvido a ponto de já existirem em algumas companhias ex-integrantes do grupo que são coreógrafos e ensaiadores.

Desconto de 50% para portadores do Cartão Teatro Guaíra.

Balé Teatro Guaíra apresenta Atelier Coreográfico 2ª Edição



Dias: 30 de Outubro à 02 de Novembro, Quinta a sábado às 20h30, domingos às 18h, no Teatro José Maria Santos.

Ingressos: R$10,00 - Desconto de 50% para portadores do Cartão Teatro Guaíra.

Postos de Venda: Bilheteria do Teatro, Livrarias Curitiba (Shopping Estação) e Internet.

Classificação: Livre

Novas propostas coreográficas, opções diferentes do ponto de vista musical e concepções inéditas de cenários e figurinos são os elementos que compõem o Atelier Coreográfico. De maneira semelhante ao que acontece no campo das artes plásticas – com seus salões periódicos, mostras de novos artistas e outros eventos semelhantes - diversas propostas coreográficas são apresentadas pelos bailarinos integrantes da companhia para compor um espetáculo que se constitui num mosaico dessas idéias. A atual edição apresenta nove novos trabalhos dos integrantes do Balé Teatro Guaíra.
Todas as funções necessárias à montagem dos trabalhos são exercidas também por bailarinos, que se transformam em cenógrafos, figurinistas, coreógrafos, diretores musicais, diretores de palco, produtores, divulgadores, projetistas gráficos e realizam outras tarefas necessárias ao desenvolvimento das produções, o que cria de maneira efetiva oportunidades do conhecimento de práticas diversas que não só as inerentes ao ato de dançar, permitindo-lhes assim a continuidade da carreira, mesmo após o encerramento das atividades como bailarino.
A introdução do Atelier Coreográfico na programação anual do Balé Teatro Guaíra, se deu em 1980 com Carlos Trincheiras, então Diretor da companhia. Sua última edição ocorreu em 1998. A atual Diretora do Balé Teatro Guaíra, Carla Reinecke, resolveu retomar a idéia, diante dos resultados efetivos que a mesma apresentou nos períodos em que foi desenvolvida, haja vista o grupo significativo de bailarinos integrantes das formações anteriores do BTG que hoje exercem as mais diversas funções ligadas à dança, junto ao BTG, ao Guaíra 2 e à Escola de Dança do Teatro Guaíra, bem como a outras instituições.
A atual edição do Atelier Coreográfico apresenta nove novos trabalhos criados e apresentados pelo corpo de bailarinos profissionais do BTG.

As Coreografias

Koitxagnaré
Koitxagnaré na língua dos índios Suruís (Rondônia) quer dizer: " vou comer você".

Apreciando-se a virtude do outro através da carne, reconhecia-se a humanidade e o valor do inimigo; o devorado renascia em seu semelhante, caracterizando um “ritual antropofágico.”
Nessa montagem nos inspiramos em uma antropofagia simbólica para falarmos das várias formas que o se humano se devora, se consome, e a necessidade que isso acontece para que as cadeias alimentares ou ritos da existência humana sobrevivam.
“Tomai e comei, este é o meu corpo...”

Coreógrafo: Rodrigo Mello
Música: Brasilian Vibe/ Kay/ Mawaca
Figurino, cenário e iluminação: Rodrigo Mello e Marcio Pimentel
Elenco: Alessandra Lange, Juliana Rodrigues, Juliane Englhardt, Luciana Voloxki, Mari Paula, Nina Monteiro, Patrícia Machado, André Neri, Carlos Matos, David Caldas, Diego Mejia, Igor Vieira, Manuel Gomes e Robson Schmoeller.

Petit Coeur
Muito mais que seu punho.

Coreógrafo: Robson Schmoeller
Música: Love Affer Ennio Morricone
Figurino, cenário e iluminação: Robson Schmoeller
Ensaiador: Ian Mickiewicz
Elenco: Robson Schmoeller.

Pulse
Um estudo sobre velocidade. Tentativa de tornar possível o que é rápido em lento e vice-versa. Vivemos um tempo na era da urgência onde tempo e velocidade são elementos fundamentais de nossa existência.

Coreógrafo: Airton Rodrigues
Música: Jhonta Austin
Figurino, cenário e iluminação: Airton Rodrigues
Ensaiador: Daniel Siqueira
Elenco: Airton Rodrigues e Patrícia Machado.

Laura Power Conceição
Uma discussão sobre a máscara, a identidade e o personagem situados num corpo. Um livre exercício bem humorado que mostra como as pressões da sociedade e da cultura engendra a identidade e os limites do indivíduo.

Coreógrafo: Cláudio Fontan
Música: Colagem musical (Lúcio Alves e Cyro Monteiro)
Figurino: Soraya Felício e Cláudio Fontan
Cenário: Cláudio Fontan
Iluminação: Daniel Siqueira e Cláudio Fontan
Ensaiador: Daniel Siqueira
Elenco: Alex Cajé e Juliane Englhardt.

Eureka
Eureka é a oportunidade de saciar uma curiosidade pessoal em ver outros corpos interpretando movimentos que vem de estímulos naturais e espontâneos de um corpo original. São movimentos breves. clickis, insights, estalos, conjugando movimento e musica em uma mesma idéia: a descoberta.

Coreógrafo: Diego Mejia
Música: Colagem musical
Figurino e cenário: Diego Mejia
Elenco: Juliane Englhardt, Patrícia Machado, Nina Monteiro e André Neri.

Entre 2
A natureza humana, desde os primórdios da existência luta com a dualidade inerente a ela: agir pela razão ou pela emoção? Como viver afinal, entre a razão e a emoção, sem que nosso interior seja o grande palco de um duelo sentimental entre essas duas guerreiras da alma, que confudem nossos sentidos e brincam com o tempo, criam e matam esperanças, desafiam a felicidade, julgam, absovem e condenam tantos outros sentimentos? Entre dois divide-se a alma e cada parte corre num círculo eterno sem nunca se tocar, apenas vislumbrando a outra, tentando se fundir, se completar.

Coreógrafo: Igor Vieira
Música: Metamorphoses two Philipe Glass
Figurino e iluminação: Igor Vieira
Elenco: Luciana Voloxki e Manuel Gomes.

Dois a dois
Dançar - executar só ou em conjunto com uma ou mais pessoas uma sucessão rítmica de passos e movimentos do corpo comumente ao compasso de música.
Mover-se ligeira e rapidamente para cima e para baixo ou ao redor.
Saltar, saltitar, girar sobre uma superfície, sobre a água ou ar. (Michaellis)

Coreógrafo: Jorge Schneider
Música: Time after time (Flying Pickets)
Figurino: criação coletiva
Iluminação: Cleverson Cavalheiro
Elenco: Soraya Felício, Simone Bönisch, Jorge Schneider e Ricardo Garanhani.

Vulto
Fração de algo que há um tempo consistente; material presente, agora apenas uma sensação. Um sentimento que perdura de um tempo passado, de algo que havíamos desejado.

Coreógrafo: Rodrigo Mello
Música: Drumming by Number
Figurino, cenário e iluminação: Rodrigo Mello
Elenco: Eleonora Greca e Rodrigo Mello.

Um olhar para o deserto
Obra coreográfica embasada na técnica do Jazz Dance.

Coreógrafo: Robson Schmoeller
Música: Colagem musical
Figurino, cenário e iluminação : Robson Schmoeller
Elenco: Daiane Camargo, Déborah Chibiaque, Luciana Voloxki, Nina Monteiro, Igor Vieira, Manuel Gomes e Eraldo Alves.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Programação setembro 2008

O Evangelho Segundo São Mateus
Dias: Dias 04 a 28 de setembro

Horário: Quinta à sábado às 20h e domingos às 19h

Ingressos: R$14,00 (inteira), R$7,00 (meia-entrada).
Desconto de 50% para portadores do Cartão Teatro Guaíra.

Postos de venda: Bilheteria do Teatro e Livrarias Curitiba (Shopping Estação)

Informações: 3304-7982

Classificação: Livre

Um grupo de atores que “interpretam” padeiros que, ao mesmo tempo em que fazem o pão, símbolo da vida e do nascimento, contam de forma bem humorada e poética a história da passagem de Jesus Cristo pela terra e, principalmente, a palavra dita por ele. É uma interpretação tão livre das parábolas de Jesus Cristo e seu significado, tanto quanto o próprio poema de Fernando Pessoa, uma livre observação de seu significado. No outro lado da ponte, um filho conta, suavemente, à sua mãe, sobre um Jesus Cristo feito de poesia, ao mesmo tempo em que busca explicar-lhe porque a palavra dita com verdade e sinceridade, pode ser tão transformadora como a ação.
Adaptação do próprio Evangelho de São Mateus e do “Oitavo Poema do Guardador de Rebanhos”, de Fernando Pessoa.

Texto e Direção: Edson Bueno
Iluminação: Beto Bruel
Cenografia: Gelson Amaral
Figurinos: Áldice Lopes
Sonoplastia: Marco Novack
Duração: 01h10m.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

CHAMAMENTO PARA OCUPAÇÃO DO TEATRO JOSÉ MARIA SANTOS


2º SEMESTRE/2008


RESULTADO DA SELEÇÃO DOS PROJETOS INSCRITOS


O Centro Cultural Teatro Guaíra-CCTG, faz saber aos interessados o resultado pertinente à seleção em tela, divulgando, por ordem de período, aqueles que foram contemplados:


Proponente

Espetáculo

Gênero




Período






Grupo Delírio Cia. de Teatro






"O Evangelho Segundo São Mateus"






adulto






02 a 28 de setembro






Antropofocus Produções Artísticas Ltda.






"Contos Proibidos de Antropofocus"






adulto






04 a 30 de novembro





O presente resultado decorre da decisão soberana da Comissão de Seleção, especialmente designada pela Diretoria desta instituição para tanto, integrada por Maria de Lourdes Rufalco, Diretora Artística; Gilberto Tuyuty Ferreira, Coordenador do espaço cênico em questão; Gilmarise Gulicz e Fabiana Reiner, assessoras da DIART/CCTG.

De acordo com o disposto no Edital de Ocupação, subitem "5.1", os proponentes dos espetáculos selecionados terão, impreterivelmente, até o dia 22 de agosto do corrente para formalizar o Contrato de Cessão de Auditório. Caso não compareçam até a data acima apontada, os contemplados perderão o direito de ocupação.

Os períodos de 07 a 26 de outubro (para crianças) e 30 de setembro a 26 de outubro (para adultos) ficam à disposição da Diretora Artística para eventual alocação.

Curitiba, 04 de agosto de 2008.


MARIA DE LOURDES RUFALCO

Diretora Artística

Fonte: Site Teatro Guaíra

terça-feira, 1 de julho de 2008

O aniversário do Teatro José Maria Santos.

A abertura de uma exposição retrospectiva da história do espaço e da carreira do ator José Maria Santos e a inauguração de um telecentro, fruto de parceria com a Secretaria de Assuntos Estratégicos, nesta segunda-feira, 27 de junho, o Centro Cultural Teatro Guaíra comemorou os dez anos de reinauguração e programação ininterrupta do auditório Teatro José Maria Santos.

Com a presença de muitos integrantes da classe teatral, a Secretária da Cultura Vera Mussi, a Presidente do Teatro Guaíra, Marisa Vilella e a Sra. Ruth Santos, viúva do ator José Maria, descerraram uma placa em homenagem ao ator e também articulador das ações que levaram à inauguração do espaço original (Teatro da Classe).

O Centro Cultural Teatro Guaíra inaugurou na ocasião um telecentro que servirá ao público para pesquisas sobre as atividades do espaço, do Centro Cultural Teatro Guaíra e da área da cultura de um modo geral. Será possível também aos usuários e pesquisadores incluírem conteúdos relevantes relativos à área, com o objetivo de enriquecer as informações sobre o assunto e disponibilizar a maior quantidade possível de material que facilite as ações de todos aqueles ligados ao meio.

Ao mesmo tempo foi aberta uma exposição sobre a história do Teatro José Maria Santos e a carreira do ator que dá nome ao espaço. São fotografias de várias épocas e troféus ganhos pelo ator ao longo de sua carreira. Dentre esses troféus será possível ao público ver o principal prêmio do cinema brasileiro, o “Quiquito”, vencido por José Maria Santos como melhor ator coadjuvante com o filme “Aleluia Gretchen”, em 1977. Após a inauguração do telecentro e a abertura da exposição foi apresentada a peça “Lá”, de Sérgio Jockymann, com o ator Marco Zeni, direção de Mauricio Vogue. Este monólogo foi representado pelo ator José Maria Santos por mais de 1800 vezes, constituindo-se no grande marco de sua carreira.

Atualmente, como parte do complexo de auditórios do Centro Cultural Teatro Guaíra, o Teatro José Maria Santos apresenta uma programação centrada principalmente em espetáculos paranaenses, além de servir à classe teatral abrigando as provas públicas para habilitação de atores e atrizes, realizadas pelo Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos e Diversões no Estado do Paraná (SATED) e dos cursos de Interpretação e Direção da Faculdade de Artes do Paraná.

O auditório, que tem capacidade para abrigar 177 espectadores e um palco de 85 metros quadrados, nos últimos dez anos apresentou 2.125 espetáculos, para um público estimado em cento e quarenta mil pessoas.

O prédio construído entre 1885 e 1890, foi um dos marcos no processo de industrialização do Paraná. No final do século XIX serviu à fábrica de malhas e confecções da família Hoffman, que funcionou até 1956. Em 1970 passou a ser a sede das instalações ampliadas da Malharia Curitibana, que ali permaneceu até o final dos anos 70.

Parcialmente destruído por um incêndio em 1980, o prédio passou por uma série de reformas para sediar a Fábrica do Samba, com a finalidade de apresentar shows musicais, encontros debates e ensaios e serviu ao comando do carnaval curitibano em 1981 e 1982.

Num esforço de dezenas de profissionais da classe artística, liderados por José Maria Santos, em 1982 o espaço passou a ser o Teatro da Classe, inaugurado no mesmo ano com o espetáculo “A Reputação dos Quatro Bicos”, de Luiz Groff, produzido e protagonizado pelo próprio José Maria. Como Teatro da Classe, funcionou até 1986, quando então foi arrendado por um grupo de artistas e técnicos que ali criou o Teatro Treze de Maio. No ano seguinte, o prédio quase foi destruído, por determinação de seus proprietários, que foram impedidos a tempo.

Um ano depois a Secretaria de Estado da Cultura tombou o imóvel, tornando-o Patrimônio Histórico do Estado.

Em 11 de setembro de 1991 a Assembléia Legislativa do Estado denominou o espaço cultural como Teatro José Maria Santos, numa justa homenagem ao grande ator e produtor paranaense.

Sete anos se passaram entre o projeto de reforma e a conclusão das obras, até que em 27 de junho de 1998 o espaço era reinaugurado com a peça “SEROC – Um Mundo de Cara Nova”, da Cia. Arco de Pipa.
Bia Lanza - Editora do Blog

Fonte: Site Teatro Guaíra

domingo, 29 de junho de 2008

Com inauguração de telecentro e abertura de exposição o Teatro José Maria Santos comemora 10 anos de programação ininterrupta

Com inauguração de telecentro e abertura de exposição o Teatro José Maria Santos comemora 10 anos de programação ininterrupta.
Com a inauguração de um telecentro, fruto de parceria com a Secretaria de Assuntos Estratégicos, e abertura de uma exposição retrospectiva da história do espaço e da carreira do ator José Maria Santos, nesta segunda-feira, 27 de junho, o Centro Cultural Teatro Guaíra comemora dez anos de programação ininterrupta do auditório Teatro José Maria Santos. A programação terá início às 19h00, no tradicional espaço da Rua Treze de Maio.

Uma parceria com a Secretaria de Assuntos Estratégicos tornou possível ao Centro Cultural Teatro Guaíra a inauguração de um telecentro no auditório Teatro José Maria Santos, que completa nesta segunda-feira dez anos de programação ininterrupta. O evento contará com a participação do secretário Nizan Pereira de Almeida que fará a entrega dos equipamentos. O telecentro servirá ao público para pequisas sobre as atividades do espaço e do Centro Cultural Teatro Guaíra.

Ao mesmo tempo será aberta uma exposição sobre a história do Teatro José Maria Santos e a carreira do ator que dá nome ao espaço. São fotografias de várias épocas e troféus ganhos pelo ator ao longo de sua carreira. Dentre esses troféus será possível ao público ver o principal prêmio do cinema brasileiro, o “Quiquito”, vencido por José Maria Santos como melhor ator coadjuvante com o filme “Aleluia Gretchen”, em 1977. Após a inauguração do telecentro e a abertura da exposição será apresentada a peça “Lá”, de Sérgio Jockymann, com o ator Marco Zeni, direção de Mauricio Vogue. Este monólogo foi representado pelo ator José Maria Santos por mais de 1800 vezes, constituindo-se no grande marco de sua carreira.

Atualmente, como parte do complexo de auditórios do Centro Cultural Teatro Guaíra, o Teatro José Maria Santos apresenta uma programação centrada principalmente em espetáculos paranaenses, além de servir à classe teatral abrigando as provas públicas para habilitação de atores e atrizes, realizadas pelo Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos e Diversões no Estado do Paraná (SATED) e dos cursos de Interpretação e Direção da Faculdade de Artes do Paraná.

O auditório, que tem capacidade para abrigar 177 espectadores e um palco de 85 metros quadrados, nos últimos dez anos apresentou 2.125 espetáculos, para um público estimado em cento e quarenta mil pessoas.

O prédio construído entre 1885 e 1890, foi um dos marcos no processo de industrialização do Paraná. No final do século XIX serviu à fábrica de malhas e confecções da família Hoffman, que funcionou até 1956. Em 1970 passou a ser a sede das instalações ampliadas da Malharia Curitibana, que ali permaneceu até o final dos anos 70.

Parcialmente destruído por um incêndio em 1980, o prédio passou por uma série de reformas para sediar a Fábrica do Samba, com a finalidade de apresentar shows musicais, encontros debates e ensaios e serviu ao comando do carnaval curitibano em 1981 e 1982.

Num esforço de dezenas de profissionais da classe artística, liderados por José Maria Santos, em 1982 o espaço passou a ser o Teatro da Classe, inaugurado no mesmo ano com o espetáculo “A Reputação dos Quatro Bicos”, de Luiz Groff, produzido e protagonizado pelo próprio José Maria. Como Teatro da Classe, funcionou até 1986, quando então foi arrendado por um grupo de artistas e técnicos que ali criou o Teatro Treze de Maio. No ano seguinte, o prédio quase foi destruído, por determinação de seus proprietários, que foram impedidos a tempo.

Um ano depois a Secretaria de Estado da Cultura tombou o imóvel, tornando-o Patrimônio Histórico do Estado.

Em 11 de setembro de 1991 a Assembléia Legislativa do Estado denominou o espaço cultural como Teatro José Maria Santos, numa justa homenagem ao grande ator e produtor paranaense.

Sete anos se passaram entre o projeto de reforma e a conclusão das obras, até que em 27 de junho de 1998 o espaço era reinaugurado com a peça “SEROC – Um Mundo de Cara Nova”, da Cia. Arco de Pipa.

Fonte: Site Teatro Guaíra

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Programa dos 10 anos do Teatro José Maria Santos


Zé Maria fundou a Associação dos Produtores em Espetáculos Teatrais do Paraná

Além de participar da criação do Sindicato dos Artistas do Paraná, Zé Maria fundou a Associação dos Produtores em Espetáculos Teatrais do Paraná e juntamente com a primeira diretoria, da qual foi o presidente, alugou as instalações de uma antiga fábrica na rua 13 de maio, 655. Junto com o ator Irineu Adami pegou na pá de pedreiro, no serrote e no martelo de carpinteiro e mais o arquiteto José Lapastina levantou um teatro no centro histórico de Curitiba.

Aspecto do teatro quando construído pelo ator

Abolição

O Teatro ganhou o nome de Abolição, mas discussões intermináveis terminariam em Teatro da Classe. Junto ao auditório, ao redor da chaminé nos fundos da edificação, Zé Maria instalou um bar-restaurante. Ali, entre outros petiscos servia mandioca frita com queijo ralado e "Tepan Yaki" na chapa.

Durante sua gestão seria montado o espetáculo "Reputação do Quatro Bicos" de autoria do curitibano Luiz Groff, direção de Oracy Gemba e um grande elenco onde se destacaria a atriz Olinda Wischeral (também falecida) e uma série de 7 leituras dramáticas e um espetáculo infantil.

Democrático Zé Maria cedeu o posto de presidente, na terceira eleição da associação. Ele precisava defender o "leitinho" das crianças e foi fazer mais uma temporada do "Lá".

Treze de Maio

O teatro ficou sob responsabilidade da nova diretoria. Mas as coisas não andaram bem e o teatro passou para as mãos de um grupo de atores que trocou seu nome para Teatro Treze de Maio.

O primeiro espaço teatral independente da cidade acabaria fechando. O poder público acabaria por desapropriar o imóvel, acertando na justiça os débitos de aluguéis. Um projeto de revitalização seria feito para uma nova inauguração. Falta de verbas e questões políticas deixariam as portas do teatro fechadas por anos.

Em 1990, com a morte do ator, o ex-aluno, ator e agora jornalista Ulisses Iarochinski, com uma artigo de página inteira lançaria a campanha pela denominação do teatro com o nome do ator falecido.

Campanha

A campanha com mais 17 páginas inteiras e notas e artigos em outras sessões seria encampada pelo Jornal do Estado e seu diretor Ruy Barrozo e sensibilizaria outros jornalistas, artistas, amigos e alunos.

Projeto do deputado Algacy Tulio seria aprovado na Assembléia Legislativa e sancionado pelo governador Roberto Requião. O espaço teatral ainda restrito as antigas paredes receberia por sanção de lei estadual, o nome de "Teatro José Maria Santos", em setembro de 1991.

Novo projeto de restauração seria contratado e a execução da obra passaria do município para a responsabilidade do Banestado. Finalmente sua inauguração aconteceu em junho de 1998.

Burlando

Apesar de respaldado em Lei aprovada pela Assembléia Legislativa e sancionada pelo Governador do Estado, o nome do Teatro José Maria Santos rivalizou-se com a antiga denominação até fevereiro de 2002. Tanto a Secretária de Estado da Cultura, como Centro Cultural Teatro Guaíra, através de seus secretários, diretores e funcionários insistiam em burlar a lei utilizando a expressão da Classe.

Finalmente

Em outubro de 2001, atendendo a um abaixo assinado organizado pelo Ator-Jornalista Ulisses Iarochinski, finalmente foi retirada a inscrição da Classe, dos painéis, da revista de programação do Teatro Guaíra e do portal do Governo do Estado. Resta agora as produções teatrais independentes em seus cartazes e material de divulgação também respeitar a Lei estadual quando de suas apresentações no auditório do Teatro José Maria Santos.


DIÁRIO OFICIAL
ESTADO DO PARANÁ

Edição de hoje: - 88 páginas
N.º3.597
CURITIBA,QUINTA-FEIRA, 12 DE SETEMBRO DE 1991
ANO LXXVIII
ATOS DO PODER EXECUTIVO

LEI N.º 9698
Data 11 de setembro de 1991
Súmula: Denomina Teatro José Maria San

A Assembléia Legislativa do Estado do Paraná
Decretou e eu sanciono a seguinte lei:
Art. 1.º Fica denominado como Teatro José Maria Santos, o imóvel e espaço cultural localizado à Rua Treze de Maio n.º 655, nesta capital.
Art. 2.º A secretaria de estado da cultura, através do departamento competente, realizará, oportunamente, solenidade para efetivação desta lei.
Art. 3.º Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.
PALÁCIO DO GOVERNO EM CURITIBA, em 11 de setembro de 1991.

ROBERTO REQUIÃO
Governador do Estado
Gilda Poli Rocha Loures
Secretária de Estado da Cultura.
Fonte: Jorosinski

segunda-feira, 23 de junho de 2008

O Teatro de Oraci Gemba

Evento: Lançamento do livro
O Teatro de Oraci Gemba
Onde: Centro Cultural Teatro Guaíra
Quando: 23 de junho de 2008

Mais informações:
Agência de Notícias
José Plínio

sexta-feira, 13 de junho de 2008

1970 - A Ameaça veio com a chuva

1970 - A Ameaça veio com a chuva
Texto: Mírian San Juan
Direção: José Maria Santos

Anos 80 - José Maria Santos

1966 - As Colunas da Sociedade

1966 - As Colunas da Sociedade
Texto: Henrik Ibsen
Direção: Cláudio Correa e Castro

1984 - Treze

1984 - Treze
Texto: Sérgio Jockyman
Direção: Aluísio Cherobin e José Maria Santos

1974 - Marido, Matriz e Filial

1974 - Marido, Matriz e Filial
Texto: Sérgio Jockyman
Direção: José Maria Santos

1989 - Um Casal do Barulho

1989 - Um Casal do Barulho
Texto: Franca Rame e Dario Fo
Direção: Roberto Vignatti

1983 - Nem Gay Nem Bicha

1983 - Nem Gay Nem Bicha
Texto: Luis Groff
Direção: Ivone Hoffmann

1985 - Allegro Desbum

1985 - Alegro Desbum
Texto: Oduvaldo Vianna Filho
Direção: Marcelo Marchioro

1963 - Um Elefante no Caos

1963 - Um Elefante no Caos
Texto: Millôr Fernandes
Direção: Cláudio Corrêa e Castro

quinta-feira, 12 de junho de 2008

José Maria Santos: Um teatro e muitas histórias

Lá volta em cena no aniversário do Teatro José Maria Santos
O espetáculo Lá é uma divertida comédia sobre um advogado que fica preso durante um final de semana, no banheiro da empresa, onde trabalha. Escrita há 31 anos, a comédia foi apresentada inúmeras vezes pelo ator José Maria Santos, que em sua luta e resistência conseguiu realizar o seu ideal, a criação de um espaço que atendesse a classe teatral paranaense.
O Teatro José Maria Santos é sinônimo de muitas lutas e transformações que tiveram início no final do século XIX, quando o prédio construído na “Rua dos Alemães”, atual Treze de Maio, pertencente a família Hoffmann abrigava uma Malharia.
Antes de ser batizado com o nome do seu maior idealizador, José Maria Santos, o Teatro passou por processos difíceis. Mas, mesmo que a sua história do passado tenha sido triste, hoje são inúmeras as alegrias e sorrisos que arranca do público nas diversas encenações que ali são realizadas. São 10 anos de ininterruptos em que abriu suas cortinas para 2.125 apresentações, alcançando um público estimado em mais de 140 mil espectadores.

As apresentações serão dias 27 e 28 às 21h e 29 às 19h. Os ingressos custarão R$ 10,00.

O espetáculo Lá é uma divertida comédia sobre um advogado que fica preso durante um final de semana, no banheiro da empresa, onde trabalha. Escrita há 31 anos, a comédia foi apresentada 1800 vezes pelo ator José Maria Santos, que em sua luta e resistência conseguiu realizar o seu ideal, a criação de um espaço que atendesse a classe teatral paranaense.

O Teatro José Maria Santos é sinônimo de muitas lutas e transformações que tiveram início no final do século XIX, quando o prédio construído na “Rua dos Alemães”, atual Treze de Maio, pertencente a família Hoffmann abrigava uma Malharia.

Antes de ser batizado com o nome do seu maior idealizador, José Maria Santos, o Teatro passou por processos difíceis. Mas, mesmo que a sua história do passado tenha sido triste, hoje são inúmeras as alegrias e sorrisos que arranca do público nas diversas encenações que ali são realizadas. São 10 anos de ininterruptos em que abriu suas cortinas para 2.125 apresentações, alcançando um público estimado em mais de 140 mil espectadores.

Entre as encenações, o Teatro José Maria Santos recebe todos os anos a prova pública (banca) de atores e atrizes coordenada pelo Sindicato dos Artistas (Sated), e a prova pública do 4° ano da Faculdade de Artes do Paraná, alunos estes de Interpretação e Direção.

O 1° espetáculo apresentado no palco do Teatro José Maria Santos, ainda com a casa em reforma, foi em 1998, na 9ª edição do Festival Espetacular de Teatro de Bonecos, a peça, Auto da Criação do Mundo, da companhia Bonecos de Santo Aleixo, de Portugal, encenado com luzes de velas, originalmente do século XVII, sem o uso de luzes cênicas.

E a primeira encenação paranaense, que inaugurou oficialmente o espaço foi no dia 27 de junho de 1998, com a peça Seroc- Um Mundo de Cara Nova, produção e direção de Regina Vogue, escrito por Enéas Lour, ganhador de vários troféus Gralhas Azul, na categoria espetáculo Infantil.

Hoje o Teatro José Maria Santos é considerado o filho mais novo do Teatro Guaíra, o único dos auditórios que está fora do complexo localizado na praça Santos Andrade.

Além dos espetáculos que apresenta durante o ano, recebe os ganhadores do Troféu Gralha Azul de melhor espetáculo adulto e o infantil. No mês de maio os ganhadores, podem realizar suas temporadas sem custo algum.

Grandes produções movimentaram o palco do Teatro, com 177 lugares, destacando a Cia Sutil de Teatro com " A Vida é Cheia de som e Furia " de Felipe Hisch. " Quinhentas Vozes " dos Sátiros , escrita pelo jornalista José Correa Leite, apresentações da peça "O Vampiro e a Polaquinha " de Dalton Trevisan, " Lá " de Sergio Jockman, sucesso de José Maria Santos ( in memorian) com Marco Zeni, e tanto outros.

Nada mais justo comemorar o aniversário do Teatro com o espetáculo Lá, tantas vezes encenado pelo próprio ator José Maria Santos.

Marco Zenni, que veste o personagem da peça, é ator e humorista. Atuou e dirigiu várias comédias de sucesso em Curitiba, entre as quais, o Cabaret do Diogo Portugal. É integrante e fundador do Show Humorístico Astrocômicos e produtor do show Rodízio de Humor.

“E um grande prazer fazer parte desta comemoração, pois o “Zé Maria” foi um grande ator e este espetáculo marcou a sua carreira assim como a minha.” Diz Marco Zenni, que durante o festival de teatro de Curitiba de 2000 realizou 25 apresentações em 25 horas do espetáculo Lá.

O espetáculo Lá é uma divertida comédia do autor Sergio Jockymann, que através do humor aborda questões sérias sobre o homem e a sua fragilidade diante da vida.

Tudo começa quando o advogado Raul fica preso no banheiro da sua empresa, no final do expediente.

Entre as mais variadas e desesperadas tentativas de sair do local, como tentar chamar a equipe de limpeza do prédio, mandar sinais para os habitantes do edifício vizinho ao lado, e entrar em contato com a esposa através de um telefone celular, que acaba destruído, o rapaz passa a questionar tudo.

Todas as tentativas de sair dali são frustrantes e ele acaba usando o tempo para colocar em ordem idéias sobre a vida política brasileira e o tipo de comportamento que a população do país apresenta em seu dia-a-dia.

O texto foi escrito na década de 70 e agora foi adaptado, pois na época não existia celular. O advogado tem um celular, só que para variar o aparelho o deixa na mão na hora que ele mais precisa.

Um teatro e muita história para contar
O processo de criação do Teatro José Maria Santos foi longo e penoso. E teve início ainda no final do século XIX, entre 1885 e 1890, quando o prédio foi construído para abrigar a malharia e confecção da família Hoffmann, que fechou em 1956.

Mais tarde, em 1970 foi alugada para a Malharia Curitibana, por vários anos, até que em 1980 um incêndio destruiu parcialmente as instalações. Foi reformado e passou a sediar a Fábrica do Samba, coordenados pela Fundação Cultural de Curitiba, era o início da vida cultural naquele espaço. Entre os anos 1981 e 1982, foram realizados no local o comando de carnaval.

A partir de 1980, o ator, diretor e produtor José Maria Santos planejava a criação de um Teatro voltado para produções paranaenses, a exemplo do Teatro de Bolso, que funcionou, entre os anos 50 e 60, na Praça Rui Barbosa, dirigida por Ary Fontoura.

Depois de reformado o prédio passa a abrigar o Teatro da Classe, a inauguração aconteceu no dia 30 de abril de 1982, com a comédia, A Reputação do Quatro Bicos, de Luis Groff, produzida pelo próprio José Maria Santos e dirigida por Oraci Gemba.

A proposta de José Maria era de dar preferência às produções de grupos paranaenses. Para tanto em 1986, o espaço foi arrendado para as companhias: Tamanduá Produções Artísticas, de Beto Bruel e Regina Bastos, M&S, de Mário Schoemberger, NBP Produções, de Nautílio Portela e Claudete Pereira Jorge e Divinos Comediantes de Teatro, de Francisco Moura, que o reinauguraram com o nome de Treze de Maio, o auditório passou a chamar-se Antonio Carlos kraide e uma sala como Odelair Rodrigues.

Meses depois, outra polêmica, os proprietários do imóvel, que não conseguiram construir um estacionamento ali, resolveram vendê-lo e os compradores pretendiam derrubar o prédio. Mas a demolição estava proibida pela legislação vigente, apenas as paredes internas poderiam ser modificadas.

Nesse período funcionava no local, o Bar Ponto de Encontro e o Studio D de Dora de Paula Soares, que logo receberam a ordem de despejo. Mas a APETEP, Associação dos artistas não aceitou e iniciou uma campanha para evitar a demolição do prédio. No entanto, algumas paredes começaram a ser derrubas enquanto os artistas estavam em atividades fora da cidade. A ação da Secretaria de Segurança Pública impediu que as obras continuassem. E em 16 de dezembro de 1987, o imóvel foi tombado pelo Conselho Estadual de Patrimônio Histórico e Artístico e em 1988, com decreto nº 2863 o Estado passa a tomar conta do imóvel, através da Secretaria da Cultura e o Teatro Guaíra passa a administrar o espaço.

Um novo projeto transformou a parte interna, incluindo duas salas de espetáculos, um palco italiano, que hoje tem capacidade para 177 pessoas.

Após a morte do ator José Maria Santos, no início do ano de 1990, artistas paranaenses iniciaram uma campanha para que o Teatro ganhasse o nome do seu maior defensor. A inauguração com o novo nome aconteceu no dia 27 de junho de 1998. Hoje, já consolidado o Teatro José Maria Santos é um símbolo de persistência para todos os artistas paranaense que se dedicam na arte de representar, o teatro.

O ator
José Maria Ferreira Maciel dos Santos, ou Zé Maria, como era carinhosamente chamado por todos, viveu na Lapa até os 12 anos. Veio com a família para Curitiba, onde toda a sua história com o teatro teve início. Seus primeiros estudos sobre o teatro começaram na Escola Dramática do Sesi e daí não parou mais. Em 1971 criou um grupo de teatro com alunos da Escola Técnica Federal do Paraná e permaneceu na instituição até a sua morte.

Ele foi o primeiro e único ator paranaense a receber uma premiação do cinema nacional sem jamais ter abandonado o Paraná. Foi "Kikito de Ouro" de melhor ator coadjuvante, no Festival de Cinema de Gramado por sua atuação como Dr. Aurélio, no filme "Aleluia Gretchen" de Silvio Back. Recebeu inúmeros outros prêmios em festivais pelo Brasil inteiro.

Mas destacou-se com o personagem, Dr. Raul da peça "Lá", a qual encenou mais de 1800 vezes durante quase 20 anos de temporadas.

Fonte: Site Teatro Guaíra