segunda-feira, 30 de junho de 2008
domingo, 29 de junho de 2008
Com inauguração de telecentro e abertura de exposição o Teatro José Maria Santos comemora 10 anos de programação ininterrupta
Ao mesmo tempo será aberta uma exposição sobre a história do Teatro José Maria Santos e a carreira do ator que dá nome ao espaço. São fotografias de várias épocas e troféus ganhos pelo ator ao longo de sua carreira. Dentre esses troféus será possível ao público ver o principal prêmio do cinema brasileiro, o “Quiquito”, vencido por José Maria
Atualmente, como parte do complexo de auditórios do Centro Cultural Teatro Guaíra, o Teatro José Maria Santos apresenta uma programação centrada principalmente em espetáculos paranaenses, além de servir à classe teatral abrigando as provas públicas para habilitação de atores e atrizes, realizadas pelo Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos e Diversões no Estado do Paraná (SATED) e dos cursos de Interpretação e Direção da Faculdade de Artes do Paraná.
O prédio construído entre 1885 e 1890, foi um dos marcos no processo de industrialização do Paraná. No final do século XIX serviu à fábrica de malhas e confecções da família Hoffman, que funcionou até 1956. Em 1970 passou a ser a sede das instalações ampliadas da Malharia Curitibana, que ali permaneceu até o final dos anos 70.
Parcialmente destruído por um incêndio em 1980, o prédio passou por uma série de reformas para sediar a Fábrica do Samba, com a finalidade de apresentar shows musicais, encontros debates e ensaios e serviu ao comando do carnaval curitibano em 1981 e 1982.
Num esforço de dezenas de profissionais da classe artística, liderados por José Maria Santos, em 1982 o espaço passou a ser o Teatro da Classe, inaugurado no mesmo ano com o espetáculo “A Reputação dos Quatro Bicos”, de Luiz Groff, produzido e protagonizado pelo próprio José Maria. Como Teatro da Classe, funcionou até 1986, quando então foi arrendado por um grupo de artistas e técnicos que ali criou o Teatro Treze de Maio. No ano seguinte, o prédio quase foi destruído, por determinação de seus proprietários, que foram impedidos a tempo.
Em 11 de setembro de 1991 a Assembléia Legislativa do Estado denominou o espaço cultural como Teatro José Maria Santos, numa justa homenagem ao grande ator e produtor paranaense.
Sete anos se passaram entre o projeto de reforma e a conclusão das obras, até que em 27 de junho de 1998 o espaço era reinaugurado com a peça “SEROC – Um Mundo de Cara Nova”, da Cia. Arco de Pipa.
Fonte: Site Teatro Guaíra
quarta-feira, 25 de junho de 2008
Zé Maria fundou a Associação dos Produtores em Espetáculos Teatrais do Paraná
Aspecto do teatro quando construído pelo ator
AboliçãoO Teatro ganhou o nome de Abolição, mas discussões intermináveis terminariam em Teatro da Classe. Junto ao auditório, ao redor da chaminé nos fundos da edificação, Zé Maria instalou um bar-restaurante. Ali, entre outros petiscos servia mandioca frita com queijo ralado e "Tepan Yaki" na chapa.
Durante sua gestão seria montado o espetáculo "Reputação do Quatro Bicos" de autoria do curitibano Luiz Groff, direção de Oracy Gemba e um grande elenco onde se destacaria a atriz Olinda Wischeral (também falecida) e uma série de 7 leituras dramáticas e um espetáculo infantil.
Democrático Zé Maria cedeu o posto de presidente, na terceira eleição da associação. Ele precisava defender o "leitinho" das crianças e foi fazer mais uma temporada do "Lá".
Treze de Maio
O teatro ficou sob responsabilidade da nova diretoria. Mas as coisas não andaram bem e o teatro passou para as mãos de um grupo de atores que trocou seu nome para Teatro Treze de Maio.
O primeiro espaço teatral independente da cidade acabaria fechando. O poder público acabaria por desapropriar o imóvel, acertando na justiça os débitos de aluguéis. Um projeto de revitalização seria feito para uma nova inauguração. Falta de verbas e questões políticas deixariam as portas do teatro fechadas por anos.
Em 1990, com a morte do ator, o ex-aluno, ator e agora jornalista Ulisses Iarochinski, com uma artigo de página inteira lançaria a campanha pela denominação do teatro com o nome do ator falecido.
Campanha
A campanha com mais 17 páginas inteiras e notas e artigos em outras sessões seria encampada pelo Jornal do Estado e seu diretor Ruy Barrozo e sensibilizaria outros jornalistas, artistas, amigos e alunos.
Projeto do deputado Algacy Tulio seria aprovado na Assembléia Legislativa e sancionado pelo governador Roberto Requião. O espaço teatral ainda restrito as antigas paredes receberia por sanção de lei estadual, o nome de "Teatro José Maria Santos", em setembro de 1991.
Novo projeto de restauração seria contratado e a execução da obra passaria do município para a responsabilidade do Banestado. Finalmente sua inauguração aconteceu em junho de 1998.
Burlando
Apesar de respaldado em Lei aprovada pela Assembléia Legislativa e sancionada pelo Governador do Estado, o nome do Teatro José Maria Santos rivalizou-se com a antiga denominação até fevereiro de 2002. Tanto a Secretária de Estado da Cultura, como Centro Cultural Teatro Guaíra, através de seus secretários, diretores e funcionários insistiam em burlar a lei utilizando a expressão da Classe.
Finalmente
Em outubro de 2001, atendendo a um abaixo assinado organizado pelo Ator-Jornalista Ulisses Iarochinski, finalmente foi retirada a inscrição da Classe, dos painéis, da revista de programação do Teatro Guaíra e do portal do Governo do Estado. Resta agora as produções teatrais independentes em seus cartazes e material de divulgação também respeitar a Lei estadual quando de suas apresentações no auditório do Teatro José Maria Santos.
- DIÁRIO OFICIAL
- ESTADO DO PARANÁ
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- ATOS DO PODER EXECUTIVO
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- LEI N.º 9698
- Data 11 de setembro de 1991
- Súmula: Denomina Teatro José Maria San
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- A Assembléia Legislativa do Estado do Paraná
- Decretou e eu sanciono a seguinte lei:
- Art. 1.º Fica denominado como Teatro José Maria Santos, o imóvel e espaço cultural localizado à Rua Treze de Maio n.º 655, nesta capital.
- Art. 2.º A secretaria de estado da cultura, através do departamento competente, realizará, oportunamente, solenidade para efetivação desta lei.
- Art. 3.º Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.
- PALÁCIO DO GOVERNO EM CURITIBA, em 11 de setembro de 1991.
- Decretou e eu sanciono a seguinte lei:
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- ROBERTO REQUIÃO
- Governador do Estado
- Gilda Poli Rocha Loures
- Secretária de Estado da Cultura.
- Fonte: Jorosinski
segunda-feira, 23 de junho de 2008
O Teatro de Oraci Gemba
Evento: Lançamento do livroO Teatro de Oraci Gemba
Onde: Centro Cultural Teatro Guaíra
Quando: 23 de junho de 2008
Mais informações:
Agência de Notícias
José Plínio
sexta-feira, 13 de junho de 2008
quinta-feira, 12 de junho de 2008
José Maria Santos: Um teatro e muitas histórias
O espetáculo Lá é uma divertida comédia sobre um advogado que fica preso durante um final de semana, no banheiro da empresa, onde trabalha. Escrita há 31 anos, a comédia foi apresentada inúmeras vezes pelo ator José Maria Santos, que em sua luta e resistência conseguiu realizar o seu ideal, a criação de um espaço que atendesse a classe teatral paranaense.
O Teatro José Maria Santos é sinônimo de muitas lutas e transformações que tiveram início no final do século XIX, quando o prédio construído na “Rua dos Alemães”, atual Treze de Maio, pertencente a família Hoffmann abrigava uma Malharia.
Antes de ser batizado com o nome do seu maior idealizador, José Maria Santos, o Teatro passou por processos difíceis. Mas, mesmo que a sua história do passado tenha sido triste, hoje são inúmeras as alegrias e sorrisos que arranca do público nas diversas encenações que ali são realizadas. São 10 anos de ininterruptos em que abriu suas cortinas para 2.125 apresentações, alcançando um público estimado em mais de 140 mil espectadores.
As apresentações serão dias 27 e 28 às 21h e 29 às 19h. Os ingressos custarão R$ 10,00.
O espetáculo Lá é uma divertida comédia sobre um advogado que fica preso durante um final de semana, no banheiro da empresa, onde trabalha. Escrita há 31 anos, a comédia foi apresentada 1800 vezes pelo ator José Maria Santos, que em sua luta e resistência conseguiu realizar o seu ideal, a criação de um espaço que atendesse a classe teatral paranaense.
O Teatro José Maria Santos é sinônimo de muitas lutas e transformações que tiveram início no final do século XIX, quando o prédio construído na “Rua dos Alemães”, atual Treze de Maio, pertencente a família Hoffmann abrigava uma Malharia.
Antes de ser batizado com o nome do seu maior idealizador, José Maria Santos, o Teatro passou por processos difíceis. Mas, mesmo que a sua história do passado tenha sido triste, hoje são inúmeras as alegrias e sorrisos que arranca do público nas diversas encenações que ali são realizadas. São 10 anos de ininterruptos em que abriu suas cortinas para 2.125 apresentações, alcançando um público estimado em mais de 140 mil espectadores.
Entre as encenações, o Teatro José Maria Santos recebe todos os anos a prova pública (banca) de atores e atrizes coordenada pelo Sindicato dos Artistas (Sated), e a prova pública do 4° ano da Faculdade de Artes do Paraná, alunos estes de Interpretação e Direção.
O 1° espetáculo apresentado no palco do Teatro José Maria Santos, ainda com a casa em reforma, foi em 1998, na 9ª edição do Festival Espetacular de Teatro de Bonecos, a peça, Auto da Criação do Mundo, da companhia Bonecos de Santo Aleixo, de Portugal, encenado com luzes de velas, originalmente do século XVII, sem o uso de luzes cênicas.
E a primeira encenação paranaense, que inaugurou oficialmente o espaço foi no dia 27 de junho de 1998, com a peça Seroc- Um Mundo de Cara Nova, produção e direção de Regina Vogue, escrito por Enéas Lour, ganhador de vários troféus Gralhas Azul, na categoria espetáculo Infantil.
Hoje o Teatro José Maria Santos é considerado o filho mais novo do Teatro Guaíra, o único dos auditórios que está fora do complexo localizado na praça Santos Andrade.
Além dos espetáculos que apresenta durante o ano, recebe os ganhadores do Troféu Gralha Azul de melhor espetáculo adulto e o infantil. No mês de maio os ganhadores, podem realizar suas temporadas sem custo algum.
Grandes produções movimentaram o palco do Teatro, com 177 lugares, destacando a Cia Sutil de Teatro com " A Vida é Cheia de som e Furia " de Felipe Hisch. " Quinhentas Vozes " dos Sátiros , escrita pelo jornalista José Correa Leite, apresentações da peça "O Vampiro e a Polaquinha " de Dalton Trevisan, " Lá " de Sergio Jockman, sucesso de José Maria Santos ( in memorian) com Marco Zeni, e tanto outros.
Nada mais justo comemorar o aniversário do Teatro com o espetáculo Lá, tantas vezes encenado pelo próprio ator José Maria Santos.
Marco Zenni, que veste o personagem da peça, é ator e humorista. Atuou e dirigiu várias comédias de sucesso em Curitiba, entre as quais, o Cabaret do Diogo Portugal. É integrante e fundador do Show Humorístico Astrocômicos e produtor do show Rodízio de Humor.
“E um grande prazer fazer parte desta comemoração, pois o “Zé Maria” foi um grande ator e este espetáculo marcou a sua carreira assim como a minha.” Diz Marco Zenni, que durante o festival de teatro de Curitiba de 2000 realizou 25 apresentações em 25 horas do espetáculo Lá.
O espetáculo Lá é uma divertida comédia do autor Sergio Jockymann, que através do humor aborda questões sérias sobre o homem e a sua fragilidade diante da vida.
Tudo começa quando o advogado Raul fica preso no banheiro da sua empresa, no final do expediente.
Entre as mais variadas e desesperadas tentativas de sair do local, como tentar chamar a equipe de limpeza do prédio, mandar sinais para os habitantes do edifício vizinho ao lado, e entrar em contato com a esposa através de um telefone celular, que acaba destruído, o rapaz passa a questionar tudo.
Todas as tentativas de sair dali são frustrantes e ele acaba usando o tempo para colocar em ordem idéias sobre a vida política brasileira e o tipo de comportamento que a população do país apresenta em seu dia-a-dia.
O texto foi escrito na década de 70 e agora foi adaptado, pois na época não existia celular. O advogado tem um celular, só que para variar o aparelho o deixa na mão na hora que ele mais precisa.
Um teatro e muita história para contar
O processo de criação do Teatro José Maria Santos foi longo e penoso. E teve início ainda no final do século XIX, entre 1885 e 1890, quando o prédio foi construído para abrigar a malharia e confecção da família Hoffmann, que fechou em 1956.
Mais tarde, em 1970 foi alugada para a Malharia Curitibana, por vários anos, até que em 1980 um incêndio destruiu parcialmente as instalações. Foi reformado e passou a sediar a Fábrica do Samba, coordenados pela Fundação Cultural de Curitiba, era o início da vida cultural naquele espaço. Entre os anos 1981 e 1982, foram realizados no local o comando de carnaval.
A partir de 1980, o ator, diretor e produtor José Maria Santos planejava a criação de um Teatro voltado para produções paranaenses, a exemplo do Teatro de Bolso, que funcionou, entre os anos 50 e 60, na Praça Rui Barbosa, dirigida por Ary Fontoura.
Depois de reformado o prédio passa a abrigar o Teatro da Classe, a inauguração aconteceu no dia 30 de abril de 1982, com a comédia, A Reputação do Quatro Bicos, de Luis Groff, produzida pelo próprio José Maria Santos e dirigida por Oraci Gemba.
A proposta de José Maria era de dar preferência às produções de grupos paranaenses. Para tanto em 1986, o espaço foi arrendado para as companhias: Tamanduá Produções Artísticas, de Beto Bruel e Regina Bastos, M&S, de Mário Schoemberger, NBP Produções, de Nautílio Portela e Claudete Pereira Jorge e Divinos Comediantes de Teatro, de Francisco Moura, que o reinauguraram com o nome de Treze de Maio, o auditório passou a chamar-se Antonio Carlos kraide e uma sala como Odelair Rodrigues.
Meses depois, outra polêmica, os proprietários do imóvel, que não conseguiram construir um estacionamento ali, resolveram vendê-lo e os compradores pretendiam derrubar o prédio. Mas a demolição estava proibida pela legislação vigente, apenas as paredes internas poderiam ser modificadas.
Nesse período funcionava no local, o Bar Ponto de Encontro e o Studio D de Dora de Paula Soares, que logo receberam a ordem de despejo. Mas a APETEP, Associação dos artistas não aceitou e iniciou uma campanha para evitar a demolição do prédio. No entanto, algumas paredes começaram a ser derrubas enquanto os artistas estavam em atividades fora da cidade. A ação da Secretaria de Segurança Pública impediu que as obras continuassem. E em 16 de dezembro de 1987, o imóvel foi tombado pelo Conselho Estadual de Patrimônio Histórico e Artístico e em 1988, com decreto nº 2863 o Estado passa a tomar conta do imóvel, através da Secretaria da Cultura e o Teatro Guaíra passa a administrar o espaço.
Um novo projeto transformou a parte interna, incluindo duas salas de espetáculos, um palco italiano, que hoje tem capacidade para 177 pessoas.
Após a morte do ator José Maria Santos, no início do ano de 1990, artistas paranaenses iniciaram uma campanha para que o Teatro ganhasse o nome do seu maior defensor. A inauguração com o novo nome aconteceu no dia 27 de junho de 1998. Hoje, já consolidado o Teatro José Maria Santos é um símbolo de persistência para todos os artistas paranaense que se dedicam na arte de representar, o teatro.
O ator
José Maria Ferreira Maciel dos Santos, ou Zé Maria, como era carinhosamente chamado por todos, viveu na Lapa até os 12 anos. Veio com a família para Curitiba, onde toda a sua história com o teatro teve início. Seus primeiros estudos sobre o teatro começaram na Escola Dramática do Sesi e daí não parou mais. Em 1971 criou um grupo de teatro com alunos da Escola Técnica Federal do Paraná e permaneceu na instituição até a sua morte.
Ele foi o primeiro e único ator paranaense a receber uma premiação do cinema nacional sem jamais ter abandonado o Paraná. Foi "Kikito de Ouro" de melhor ator coadjuvante, no Festival de Cinema de Gramado por sua atuação como Dr. Aurélio, no filme "Aleluia Gretchen" de Silvio Back. Recebeu inúmeros outros prêmios em festivais pelo Brasil inteiro.
Mas destacou-se com o personagem, Dr. Raul da peça "Lá", a qual encenou mais de 1800 vezes durante quase 20 anos de temporadas.
Fonte: Site Teatro Guaíra
Teatro José Maria Santos completa dez anos de existência e recebe a peça “Lá”
Em dez anos, o Teatro José Maria Santos teve 2.125 apresentações, alcançando um público estimado em mais de 140 mil espectadores. O primeiro espetáculo apresentado, ainda com a casa em reforma, foi em 1998, na 9ª edição do Festival Espetacular de Teatro de Bonecos, com a peça “Auto da Criação do Mundo”, da companhia Bonecos de Santo Aleixo, de Portugal.
A primeira encenação paranaense, que inaugurou oficialmente o espaço foi no dia 27 de junho de 1998, com a peça “Seroc - Um Mundo de Cara Nova”, produção e direção de Regina Vogue, escrita por Enéas Lour, ganhadora de vários troféus Gralhas Azul, na categoria espetáculo Infantil. Hoje o Teatro José Maria Santos integra o Centro Cultural Teatro Guaíra.
Grandes produções movimentaram o palco do teatro, que tem 177 lugares, destacando-se a Cia Sutil de Teatro com “A Vida é Cheia de som e Fúria”, de Felipe Hisch; “Quinhentas Vozes”, dos Sátiros, escrita pelo jornalista José Correa Leite; e “O Vampiro e a Polaquinha”, de Dalton Trevisan.
“LÁ” - Marco Zenni é ator e humorista. Atuou e dirigiu comédias de sucesso em Curitiba, como o Cabaret do Diogo Portugal. É integrante e fundador do Show Humorístico Astrocômicos e produtor do show Rodízio de Humor. “É um grande prazer fazer parte desta comemoração, pois o Zé Maria foi um grande ator e este espetáculo marcou a sua carreira, assim como a minha”, diz Marco Zenni, que durante o Festival de Teatro de Curitiba de 2000 realizou 25 apresentações em 25 horas do espetáculo “Lá”.
O espetáculo “Lá” é uma comédia que aborda questões sérias sobre o homem e sua fragilidade. Tudo começa quando o advogado Raul fica preso no banheiro da empresa, no final do expediente. Entre as mais variadas e desesperadas tentativas de sair do local, como tentar chamar a equipe de limpeza do prédio, mandar sinais para os moradores do edifício vizinho e entrar em contato com a esposa através de um telefone celular, que acaba destruído, o rapaz passa a questionar tudo. Todas as tentativas de sair dali são frustrantes e ele acaba usando o tempo para colocar em ordem idéias sobre a vida política brasileira e o comportamento das pessoas. O texto foi escrito na década de 70 e agora foi adaptado.
O TEATRO - O Teatro José Maria Santos fica num prédio construído entre 1885 e 1890 para abrigar a malharia da família Hoffmann, que fechou em 1956. Em 1970 a construção foi alugada para a Malharia Curitibana, até que em 1980 um incêndio destruiu parcialmente as instalações. O prédio foi reformado e passou a sediar a Fábrica do Samba, coordenada pela Fundação Cultural de Curitiba. A partir de 1980, o ator, diretor e produtor José Maria Santos planejava a criação de um teatro para encenar produções paranaenses, a exemplo do Teatro de Bolso, que funcionou entre nos anos 1950 e 60 na Praça Rui Barbosa, dirigida por Ary Fontoura.
Depois de reformado o prédio passa a abrigar o Teatro da Classe, a inauguração aconteceu no dia 30 de abril de 1982, com a comédia, “A Reputação do Quatro Bicos”, de Luis Groff, produzida por José Maria Santos e dirigida por Oraci Gemba. A proposta de José Maria era dar preferência às produções de grupos paranaenses. Em 1986 o espaço foi arrendado para as companhias Tamanduá Produções Artísticas, de Beto Bruel e Regina Bastos; M&S, de Mário Schoemberger; NBP Produções, de Nautílio Portela e Claudete Pereira Jorge; e Divinos Comediantes de Teatro, de Francisco Moura, que o reinauguraram com o nome Treze de Maio. O auditório passou a se chamar Antonio Carlos kraide e uma sala, Odelair Rodrigues.
Os proprietários do imóvel, que não conseguiram construir um estacionamento ali, resolveram vendê-lo e os compradores pretendiam derrubar o prédio. Mas a demolição estava proibida pela legislação vigente. Nesse período funcionava no local o Bar Ponto de Encontro e o Studio D, de Dora de Paula Soares, que logo receberam a ordem de despejo. Mas a Associação dos Artistas não aceitou e iniciou uma campanha para evitar a demolição do prédio.
Algumas paredes começaram a ser derrubas enquanto os artistas estavam em atividades fora da cidade. A Secretaria de Segurança Pública impediu que as obras continuassem. Em 16 de dezembro de 1987, o imóvel foi tombado pelo Conselho Estadual de Patrimônio Histórico e Artístico. Em 1988, com o Decreto 2.863, o Estado passa a tomar conta do imóvel, através da Secretaria da Cultura, e o Teatro Guaíra passa a administrar o espaço. Após a morte do ator José Maria Santos, no início de 1990, artistas paranaenses iniciaram uma campanha para que o teatro ganhasse o nome do seu maior defensor. A inauguração com o novo nome aconteceu no dia 27 de junho de 1998.
José Maria Ferreira Maciel dos Santos, ou Zé Maria, como era carinhosamente chamado por todos, viveu na Lapa até os 12 anos. Veio com a família para Curitiba. Seus estudos sobre teatro começaram na Escola Dramática do Sesi. Em 1971 criou um grupo de teatro com alunos da Escola Técnica Federal do Paraná e permaneceu na instituição até a sua morte. Ele foi o primeiro e único ator paranaense a receber uma premiação do cinema nacional sem jamais ter abandonado o Paraná. Recebeu o Kikito de Ouro de melhor ator coadjuvante no Festival de Cinema de Gramado, por sua atuação como Doutor Aurélio no filme “Aleluia Gretchen”, de Silvio Back.
quarta-feira, 11 de junho de 2008
Seus alunos
Em novembro de 1997,o CEFET/PR - Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná reuniu ex-alunos para comemorar os 25 anos de existência do grupo de teatro (TETEF e/ou TECEFET), fundado pelo ator José Maria Santos e pelo diretor Ivo Mezzadri. Mas seu maior homenageado não esteve presente, José Maria Santos continua a fazer falta para centenas de pessoas. Muitos não puderam comparecer, pois estão vivendo agora em Moçambique, França, Estados Unidos, Alemanha, Brasília, Caldas Novas, Cuiabá, São Paulo e tantos outros lugares. Foram mais de mil alunos entre o CEFET e o Curso Permanente do Teatro Guaíra e outros cursos esporádicos. A seguir relação com nomes de alunos-artistas que aparecem nas fichas técnicas dos diversos espetáculos encenados pelo professor-diretor José Maria Santos:
Alcir Bay, Diminy Anzoy, João Franklin, Moacir Davyd, Marcelo Serafim, Edson Navarro, Celso Smaniotto, Daniel Livinski, Marcelo Dudeque, Antonio João Pires, Jorge Bostelman, Nelson Gabriel, Espanhol, Lineu Portela, Cátia Hecke, Izilda Jacobiak, Tânia Ferreira, Carlos Amâncio, João Newton, Claudete de Oliveira, Danúzia Walesko, Ulisses Iarochinski, Cley Scholz, Luiz Carlos Hormen, Virginia do Val, Osvile Silva, José Zanatta, Márcia Rejane Caplan, Carlos Simioni, Danúncio Danilo, Ana Trentine, Jorge Calderaro, Luiz Fernando Carvalho, Lourival Gipiela, Robinson Alves, Benedito, Gilberto Soares, Lourival Filho, Viana, Jairo Rodrigues, Solange Zanetti, Rene Scholz, Carlos Delgado, Tânia Muziol, Marise Spyniewski, Ronaldo Itiberê da Cunha, Viviane Santos, Eduardo Peil, Joseth Santos, Roberto Martins, Durval Zaiatz, Samuel Gomes, Ewerton Rodrigues, Daniel Lottis, José Mauro Santos, Luiz Fernando Amaral Tupã, Dioney Franco, Cezar Schulz, André Nihizaki, Cleonice Stroparo, Robinson Kussek, Paulo Reis, Francisco Moura, Nelson Cardoso, Raquel Stankievicz, Fernando Costa, Marcos Loest, Luimar Szczepanski, Renato Nascimento, Fernando Oestan, Ademir Rodrigues, Rômulo Daniel, Edson Matias, Silmara Hykavei, Maucir Campagnoli, Osman Pinto, Márcia Maciel, Tânia Santos, Zeno Moreira, Maribel Araújo, Rogério Wesguerber, Cláudio Maia, Simone Petry, Luciano Shuetz, Cláudia Siqueira, Carmen Rodrigues, Luciano Lisboa, Nilton Silveira, Maria Aparecida de Oliveira, Ulisses kaniak, Karin Schneider, Cláudia Régis, Yane Canuto, Ivane Angélica, Vilson Armstrong, Müller Júnior, Edison Markus, Joel de Souza, Giovani Colombo, Diego Duarte, André Lopes, Arivaldo Cordeiro, Aurélio Prosdócimo, Maria do Pilar, Osvaldo Júnior, Sabina Anzuategui, Sérgio Reis, Antonio Brixel, Carlos Costa, Carmen Benitez, Dina Benitez, Sandra Loest, Luiz Roble, Paulo Kobylanski, Júlio Buscarons, Maurício dos Santos, Marilene Zazula, Jorge Salum, Spencer Toniolo, Elair Macedo, Sérgio Silva, Maurício Diogo, Luiz Fernandez, Sérgio Souza, Celso Marçal, Cristina Domakoski, Emir Grassani, Dalton Salvatti, Débora Sperandio, Dirnei Duarte, Elizabeth Seculik, Ernani Werle, Ernesto Luiz, Júlia Santos, Lilian Klimpovuz, Luiz Bini, Carlos Gouveia, Luciano Shwetz, Osvaldo Ferreira, Renato Bertão, Sérgio Mondo, João Gipiela de Castilho Neto, Marcelo Tiburski, Sérgio Thonsen, Dani Sorrentino, Carlos Augusto, Glauci Zulai, Daniel Micaloski, Paulo de Pádua, Valéria Gonçalves, Lucídia de Lima, Márcia de Almeida, Luciana Caplan, Maurício Malvezzi, Anderson Ribas e....Fonte: Ui
Sobre José Maria Santos
José Maria Santos também escreveu, dirigiu, atuou e produziu dezenas de espetáculos independentes. Zé Maria morreu em 1990. Meses antes de seu falecimento, seu nome foi profundamente associado à comédia Lá, um monólogo de Sérgio Jockyman. Com este espetáculo, Zé Maria atuou cerca de 1800 vezes, desde 1971 até a última temporada, em agosto de 1989.
Fonte: Site Teatro GuaíraTeatro José Maria Santos
Horário administrativo:
Das 13h às 19h
Horário da bilheteria:
1 hora antes de cada espetáculo
e-mail: tuyuty@cctg.pr.gov.br
Teatro José Maria Santos
Rua Treze de Maio, 655
CEP: 80510-030 - Curitiba - Paraná - Brasil
Fone (41) 3322-7150 / (41) 3304-7954
Edital de Ocupação
terça-feira, 10 de junho de 2008
O que mídia noticiou
2.After Hour - Peça “Lá” no aniversário do Teatro José Maria santos
3.Jornale - Teatro José Maria Santos completa dez anos de existência e recebe a peça “Lá”
4.Agência Estadual -Teatro José Maria Santos completa dez anos e recebe a peça “Lá
5.Gazeta do Povo - Lá, pela 1.801ª vez
6.RPC - 27 de junho de 2008
7.Agência Estadual - Ensaios da Peça “Lá” estão sendo realizados no José Maria Santos
8. Teatro José Maria Santos funcionará com telecentro para pesquisas sobre o espaço
9. AEN - Teatro José Maria Santos completa dez anos e recebe a peça “Lá”



















