Aspecto do teatro quando construído pelo ator
AboliçãoO Teatro ganhou o nome de Abolição, mas discussões intermináveis terminariam em Teatro da Classe. Junto ao auditório, ao redor da chaminé nos fundos da edificação, Zé Maria instalou um bar-restaurante. Ali, entre outros petiscos servia mandioca frita com queijo ralado e "Tepan Yaki" na chapa.
Durante sua gestão seria montado o espetáculo "Reputação do Quatro Bicos" de autoria do curitibano Luiz Groff, direção de Oracy Gemba e um grande elenco onde se destacaria a atriz Olinda Wischeral (também falecida) e uma série de 7 leituras dramáticas e um espetáculo infantil.
Democrático Zé Maria cedeu o posto de presidente, na terceira eleição da associação. Ele precisava defender o "leitinho" das crianças e foi fazer mais uma temporada do "Lá".
Treze de Maio
O teatro ficou sob responsabilidade da nova diretoria. Mas as coisas não andaram bem e o teatro passou para as mãos de um grupo de atores que trocou seu nome para Teatro Treze de Maio.
O primeiro espaço teatral independente da cidade acabaria fechando. O poder público acabaria por desapropriar o imóvel, acertando na justiça os débitos de aluguéis. Um projeto de revitalização seria feito para uma nova inauguração. Falta de verbas e questões políticas deixariam as portas do teatro fechadas por anos.
Em 1990, com a morte do ator, o ex-aluno, ator e agora jornalista Ulisses Iarochinski, com uma artigo de página inteira lançaria a campanha pela denominação do teatro com o nome do ator falecido.
Campanha
A campanha com mais 17 páginas inteiras e notas e artigos em outras sessões seria encampada pelo Jornal do Estado e seu diretor Ruy Barrozo e sensibilizaria outros jornalistas, artistas, amigos e alunos.
Projeto do deputado Algacy Tulio seria aprovado na Assembléia Legislativa e sancionado pelo governador Roberto Requião. O espaço teatral ainda restrito as antigas paredes receberia por sanção de lei estadual, o nome de "Teatro José Maria Santos", em setembro de 1991.
Novo projeto de restauração seria contratado e a execução da obra passaria do município para a responsabilidade do Banestado. Finalmente sua inauguração aconteceu em junho de 1998.
Burlando
Apesar de respaldado em Lei aprovada pela Assembléia Legislativa e sancionada pelo Governador do Estado, o nome do Teatro José Maria Santos rivalizou-se com a antiga denominação até fevereiro de 2002. Tanto a Secretária de Estado da Cultura, como Centro Cultural Teatro Guaíra, através de seus secretários, diretores e funcionários insistiam em burlar a lei utilizando a expressão da Classe.
Finalmente
Em outubro de 2001, atendendo a um abaixo assinado organizado pelo Ator-Jornalista Ulisses Iarochinski, finalmente foi retirada a inscrição da Classe, dos painéis, da revista de programação do Teatro Guaíra e do portal do Governo do Estado. Resta agora as produções teatrais independentes em seus cartazes e material de divulgação também respeitar a Lei estadual quando de suas apresentações no auditório do Teatro José Maria Santos.
- DIÁRIO OFICIAL
- ESTADO DO PARANÁ
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- ATOS DO PODER EXECUTIVO
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- LEI N.º 9698
- Data 11 de setembro de 1991
- Súmula: Denomina Teatro José Maria San
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- A Assembléia Legislativa do Estado do Paraná
- Decretou e eu sanciono a seguinte lei:
- Art. 1.º Fica denominado como Teatro José Maria Santos, o imóvel e espaço cultural localizado à Rua Treze de Maio n.º 655, nesta capital.
- Art. 2.º A secretaria de estado da cultura, através do departamento competente, realizará, oportunamente, solenidade para efetivação desta lei.
- Art. 3.º Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.
- PALÁCIO DO GOVERNO EM CURITIBA, em 11 de setembro de 1991.
- Decretou e eu sanciono a seguinte lei:
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- ROBERTO REQUIÃO
- Governador do Estado
- Gilda Poli Rocha Loures
- Secretária de Estado da Cultura.
- Fonte: Jorosinski
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